O Preço da Falta de Qualidade nas Empresas

Geralmente, quando se fala em qualidade vem à mente imagens de pessoas super atarefadas com muitos papéis para atualizarem. Qualidade, muitas vezes, é vista como sinônimo de contraproducência. E isso pode assustar as pessoas que não conhecem o assunto.

Contudo, o conceito de qualidade vai além da frieza do papel, englobando aspectos sociais e econômicos dentro das organizações. A visão sistêmica do negócio faz com que a qualidade seja gerida e enxergada como ferramenta indispensável na sobrevivência da empresa.

A falta de qualidade nas organizações tem sido alvo de estudos. Com isso seu diagnóstico deve ser encarado como uma rica oportunidade de melhoria.

Entre as organizações deficientes em qualidade, temos empresas que nunca se preocuparam com a qualidade e outras que a perderam.

De uma maneira mais genérica, essa perda pode ocorrer devido a vários fatores como falta de investimento em capital humano e novas tecnologias, bem como a falta de planejamento estratégico.

Há um questionamento do custo para manter a qualidade em uma empresa, mas a real preocupação deveria ser no quanto esta instituição pode estar perdendo devido à falta de qualidade.

Muitos são os ônus que a falta de qualidade pode proporcionar. Tais como retrabalhos, baixa produtividade e perda de cliente e funcionários. Além de questionamentos quanto à confiabilidade dos resultados, desperdícios de materiais, avaria em equipamentos, impactos negativos na imagem empresarial, etc…

Dentre os vários pontos de impactos que rondam este assunto, destaca-se a produtividade a qual apresenta vieses econômico e humano.

Diversos estudos têm comprovado que o aumento dos custos empresariais está diretamente ligado à baixa produtividade no trabalho. E o índice de produtividade é diretamente influenciado pela falta de qualidade.

Não significa apenas produzir em maior quantidade. E sim produzir racionalizando os recursos e com um padrão de qualidade satisfatório ou que supere as expectativas do cliente.

Um caminho de sucesso na melhoria desta produtividade pode ser trilhado com um bom planejamento baseado na gestão de pessoas, custos e tempo.

O papel da qualidade num cenário de crise

Nosso cenário atual continua sendo de crise, temos muitas expectativas assim como muitas incertezas, e ainda não temos claramente uma previsão de retomada do crescimento em curto prazo. Mas o que fazer então? Precisamos ser otimistas com o pé no chão!!

Quantas vezes não ouvimos por aí que crise é oportunidade de melhoria? A crise nos tira da nossa zona de conforto e acaba sendo uma oportunidade sim para fazer aqueles ajustes que há um tempo já eram necessários. A crise funciona como um filtro, ela faz um tipo de seleção natural com as empresas assim como acontece com as espécies ao longo do tempo.

A crise funciona como um filtro, ela faz um tipo de seleção natural com as empresas assim como acontece com as espécies ao longo do tempo

Segundo Charles Darwin: “os organismos mais bem adaptados ao meio têm maiores chances de sobrevivência”. Eu diria também que só sobrevive a crise quem a usa em benefício próprio. E é nesse ambiente hostil de crise onde precisamos dar maior atenção a qualidade dos produtos e serviços que prestamos. Ter qualidade passa a ser uma obrigação e não apenas um diferencial.

É através da qualidade que as empresas se tornam mais qualificadas, preparadas, produtivas e mais competitivas, fortalecendo assim a sua sobrevivência. Investir em qualidade é investir na longevidade da empresa, pois sua ausência traz custos altos e pode impactar muito fortemente na imagem da empresa, imagem essa que necessita de anos para ser construída com muito trabalho e dedicação e que pode ser destruída rapidamente bastando um descuido com um aspecto da qualidade que seja considerado impactante para o cliente.