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Qual a importância e os benefícios da calibração periódica dos instrumentos de medição?

O resultado de uma calibração fornece informações que permitem ao seu usuário fazer um diagnóstico sobre o instrumento calibrado através da análise crítica dos erros identificados e das incertezas declaradas no certificado, verificando, assim, se o instrumento continua apto para uso. O objetivo principal da calibração é ajudar a garantir medições precisas.
A precisão de qualquer instrumento de medição tende a diminuir com o tempo por diversos motivos como: qualidade do material, desgaste normal, choque elétrico ou mecânico, má utilização, ambiente desfavorável, entre outros. Dependendo da qualidade do instrumento, da sua condição de uso e do ambiente em que ele é utilizado, a sua degradação pode ser muito rápida ou não.
A calibração determina adequadamente as habilidades de desempenho do instrumento em relação às especificações exigidas, ou seja, garante que o instrumento mantenha sua precisão dentro das especificações declaradas e reduz a chance de o item ficar fora da tolerância.

Equipamentos que não são calibrados regularmente ou calibrados incorretamente criam inúmeros riscos, qualidade questionável e até preocupações de segurança.
A calibração é importante para garantir que qualquer instrumento de medição novo ou já em uso seja capaz de fornecer resultados precisos e que permaneçam repetíveis ao longo da sua vida útil.
Os benefícios da calibração incluem maior lucratividade, segurança e inovação, bem como melhor conformidade com regulamentações, entre muitos outros.
A calibração pode ajudar a aumentar a lucratividade tanto aumentando as receitas como reduzindo os custos. Ela ajuda a aumentar as receitas quando ajuda fabricantes e prestadores de serviços a produzir produtos e serviços de qualidade que obtêm boas avaliações e fideliza os clientes. Ela ajuda a reduzir custos quando influencia a redução de erros de produção e recalls, quando evita a falsa aceitação ou rejeição de um produto e prolonga a vida útil do equipamento de fabricação.

Qual a importância e os benefícios da calibração periódica dos instrumentos de medição?

A RDC 430 e a qualidade dos medicamentos

Medicamentos são produtos que requerem rigor nos seus processos logísticos para que requisitos como segurança, eficácia e qualidade sejam garantidos. A ANVISA, por meio da Resolução RDC 430, dispõe sobre as boas práticas para as atividades de distribuição, armazenagem e transporte dos produtos farmacêuticos.
Neste processo, temperatura e umidade são fatores cruciais e merecem atenção, pois caso contrário podem provocar alterações nos medicamentos, especialmente de ordem física e química, fazendo-os perder suas características de qualidade.

A RDC 430 entrou em vigor em março de 2021 e as empresas têm o prazo de um ano para fazerem as devidas adequações. Esta resolução exige que as áreas de armazenagem de medicamentos sejam devidamente qualificadas a fim de evidenciar que o seu funcionamento ocorra de forma eficaz.
Além da atestação fornecida pela qualificação térmica, a RDC 430 destaca a obrigatoriedade do controle e monitoramento das áreas de armazenagem, por meio de instrumentos de medição de temperatura e umidade devidamente calibrados.
As vantagens relacionadas à implantação dos requisitos da RDC 430 na empresa extrapolam o campo da compulsoriedade em relação à legislação. Outro benefício pode ser a aquisição de maior conhecimento e padronização, uma vez que a RDC 430 é um guia com boas práticas nas etapas em que os medicamentos precisam ser manuseados.
A DANMETRO possui uma equipe qualificada e disposta a ajudar sua empresa a se adequar e atender à RDC 430. Estamos à disposição, entre em contato!

Conceitos básicos para quem quer entender o que é metrologia

Mesmo sem saber ou notar, todos nós usamos metrologia de alguma forma todos os dias das nossas vidas. Assim como em qualquer área, a linguagem especializada pode causar estranheza e confusão. Por isso é tão importante que alguns conceitos fiquem bem entendidos.

conceitos básicos para quem quer entender o que é metrologia - danmetro

O Vocabulário Internacional de Termos Fundamentais e Gerais de Metrologia (VIM) surgiu da crescente necessidade mundial de se harmonizar e parametrizar definições e termos relacionados às medições. Esse verdadeiro “dicionário” permite que o mundo todo fale a mesma língua quando se trata de metrologia.

De acordo com o VIM, a metrologia é “a ciência e a prática da medição”. Ela é importante de alguma forma para todo empreendimento humano. No dia a dia a metrologia nos afeta no comércio, na aplicação das leis, nas indústrias, etc. Sempre que você compra um litro de gasolina ou é fiscalizado por um policial com um radar ou faz um eletrocardiograma, você interage diretamente com metrologia por meio de um instrumento de medição calibrado.

Em termos gerais, a calibração é um processo de comparação através da determinação da relação entre as leituras obtidas por um instrumento ou sistema de medição e os valores de um padrão de medição em condições controladas e especificadas.

De acordo com registros descobertos por arqueólogos, as pessoas estão fazendo isso há pelo menos 5.000 anos. No início, as unidades de medida geralmente eram baseadas, por exemplo, em coisas como o volume de grãos que poderia ser mantido em duas mãos. Agora, nosso conjunto definido de referências de medição é conhecido como o Sistema Internacional de Unidades (SI).

Os usos mais comuns da palavra “calibração” fora da comunidade de metrologia incluem o conceito de ajustar o instrumento, e a maioria dos clientes espera isso. Muitos fabricantes têm procedimentos de calibração em seus manuais que não são comparações de desempenho, mas, em vez disso, são procedimentos de teste, alinhamento ou ajuste usados ​​para uma unidade nova ou reparada que está em uma condição desconhecida. Um verdadeiro procedimento de calibração pressupõe que o instrumento esteja em boas condições de funcionamento.

O ajuste não faz parte da definição formal de calibração. Os resultados de um procedimento de calibração podem indicar uma necessidade de ajuste ou outro reparo, mas tomar essa ação é um processo separado. Após o ajuste ou o reparo estar completo, o procedimento de calibração deve sempre ser repetido para verificar se a relação de medição adequada foi restabelecida.

O Preço da Falta de Qualidade nas Empresas

Geralmente, quando se fala em qualidade vem à mente imagens de pessoas super atarefadas com muitos papéis para atualizarem. Qualidade, muitas vezes, é vista como sinônimo de contraproducência. E isso pode assustar as pessoas que não conhecem o assunto.

Contudo, o conceito de qualidade vai além da frieza do papel, englobando aspectos sociais e econômicos dentro das organizações. A visão sistêmica do negócio faz com que a qualidade seja gerida e enxergada como ferramenta indispensável na sobrevivência da empresa.

A falta de qualidade nas organizações tem sido alvo de estudos. Com isso seu diagnóstico deve ser encarado como uma rica oportunidade de melhoria.

Entre as organizações deficientes em qualidade, temos empresas que nunca se preocuparam com a qualidade e outras que a perderam.

De uma maneira mais genérica, essa perda pode ocorrer devido a vários fatores como falta de investimento em capital humano e novas tecnologias, bem como a falta de planejamento estratégico.

Há um questionamento do custo para manter a qualidade em uma empresa, mas a real preocupação deveria ser no quanto esta instituição pode estar perdendo devido à falta de qualidade.

Muitos são os ônus que a falta de qualidade pode proporcionar. Tais como retrabalhos, baixa produtividade e perda de cliente e funcionários. Além de questionamentos quanto à confiabilidade dos resultados, desperdícios de materiais, avaria em equipamentos, impactos negativos na imagem empresarial, etc…

Dentre os vários pontos de impactos que rondam este assunto, destaca-se a produtividade a qual apresenta vieses econômico e humano.

Diversos estudos têm comprovado que o aumento dos custos empresariais está diretamente ligado à baixa produtividade no trabalho. E o índice de produtividade é diretamente influenciado pela falta de qualidade.

Não significa apenas produzir em maior quantidade. E sim produzir racionalizando os recursos e com um padrão de qualidade satisfatório ou que supere as expectativas do cliente.

Um caminho de sucesso na melhoria desta produtividade pode ser trilhado com um bom planejamento baseado na gestão de pessoas, custos e tempo.

O papel da qualidade num cenário de crise

Nosso cenário atual continua sendo de crise, temos muitas expectativas assim como muitas incertezas, e ainda não temos claramente uma previsão de retomada do crescimento em curto prazo. Mas o que fazer então? Precisamos ser otimistas com o pé no chão!!

Quantas vezes não ouvimos por aí que crise é oportunidade de melhoria? A crise nos tira da nossa zona de conforto e acaba sendo uma oportunidade sim para fazer aqueles ajustes que há um tempo já eram necessários. A crise funciona como um filtro, ela faz um tipo de seleção natural com as empresas assim como acontece com as espécies ao longo do tempo.

A crise funciona como um filtro, ela faz um tipo de seleção natural com as empresas assim como acontece com as espécies ao longo do tempo

Segundo Charles Darwin: “os organismos mais bem adaptados ao meio têm maiores chances de sobrevivência”. Eu diria também que só sobrevive a crise quem a usa em benefício próprio. E é nesse ambiente hostil de crise onde precisamos dar maior atenção a qualidade dos produtos e serviços que prestamos. Ter qualidade passa a ser uma obrigação e não apenas um diferencial.

É através da qualidade que as empresas se tornam mais qualificadas, preparadas, produtivas e mais competitivas, fortalecendo assim a sua sobrevivência. Investir em qualidade é investir na longevidade da empresa, pois sua ausência traz custos altos e pode impactar muito fortemente na imagem da empresa, imagem essa que necessita de anos para ser construída com muito trabalho e dedicação e que pode ser destruída rapidamente bastando um descuido com um aspecto da qualidade que seja considerado impactante para o cliente.